Último canto
o último poema de amor
já nasce esquecido
ele atravessa
a geografia insólita
o desejo inacabado
o horizonte perdido
o último poema de amor
corre veloz como um rio
arrasta
seixos folhas
beijos corações
e pétalas
arrasta a saudade selvagem
dos que ficaram no exílio
sem desfazer o pacto
de celebração e mistério
do seu primeiro poema de amor