Ao meu amor, que eu tanto magoei
Não sou anjo da primeira hierarquia. Eu sou anjo caído. Não me digam para ser assim, assado à brasileira. Bebo, fumo, apanho e caio. Levanto e karrego minhas feridas para os kães vadios lamberem em kampos de batalhas. É, sou poeta, e daí ? Não sou poeta de gabinete. Sou poeta do estilete. Da língua-faka afiada. Sou serpente, olho de inseto. Sou veloz e me aproveito do sono da noite, reduzindo a floresta da vida em madeira podre. Rasgo os olhos nos vastos céus e penetro os interiores dos krânios. Sou kaçado e ponho termo ao kaçador. O que ouço, são risos e som de bombas. Move-se no ar o inseto do Nilo. As ragas e pragas humanas. Chegam komo kães noturnos. Em bandos..