Edição 2

Inerte

Lívia Mara

dormi lindo, o inerte. Sereno, traz suspiros de sossego no tempo ocioso. Faço, instâncias, súplicas repetidas, para que não acorde. Não me deixo enfadar e continuo como sentinela, ao longo da minha meia noite. Observo; a viveza da expressão morta de seu rosto.

No sono que vem ao seu pedido de auxílio. Na calma da tristeza. Morre-se pelos cantos dos seus lábios, o pouco da felicidade que traz meu meio sorriso. Lindo. Não imprimi nenhum movimento. Entorpecido, pelo seu próprio ser. Emaranhado em maus lençóis.

Não exprimi o imperfeito, que no dia, seguinte virá. Na existência dos raios solares, que perverte o ambiente. Esquadrinhando, as quatro paredes. E é na morbidez , que seus olhos se abrem. Tão lentos e sem talentos. Que nem ao menos, adquiriram o conhecimento, da presença dos meus que te examinava, com atenção e minúcia.

E que na leveza de atitudes, agora se fecham. Contendo-se em si, a atividade , de não saberem serem inertes.