Inerte
Como dormi lindo, o inerte.
Sereno, traz suspiros de sossego no tempo ocioso.
Faço, instâncias, súplicas repetidas, para que não acorde.
Não me deixo enfadar e continuo como sentinela, ao longo da minha meia noite.
Observo; a viveza da expressão morta de seu rosto.
No sono que vem ao seu pedido de auxílio.
Na calma da tristeza.
Morre-se pelos cantos dos seus lábios,
o pouco da felicidade que traz meu meio sorriso.
Lindo.
Não imprimi nenhum movimento.
Entorpecido, pelo seu próprio ser.
Emaranhado em maus lençóis.
Não exprimi o imperfeito, que no dia, seguinte virá.
Na existência dos raios solares, que perverte o ambiente.
Esquadrinhando, as quatro paredes.
E é na morbidez , que seus olhos se abrem.
Tão lentos e sem talentos.
Que nem ao menos, adquiriram o conhecimento,
da presença dos meus que te examinava, com atenção e minúcia.
E que na leveza de atitudes, agora se fecham. Contendo-se em si, a atividade , de não saberem serem inertes.