Edição 4

O conto que te conto 4

Juninho 13

de longe... Sem saber bem pra onde... Construindo uma ponte, vai pro lado de lá... Pra saber se é mesmo como ele imaginou, ou sonhou, pois o próprio me contou que também não sabe bem quando dorme ou ta acordado, e que a tal ponte pro outro lado, é de um material imaginário, mas bem firme e reciclável, confuso isso e apaupavel.

Disse me ele. Vai através da CriAção e do que Não fica em Vão, que te ocupe um espaço, sensível como uma pétala ou bruto como o aço, que considere sagrado e que fique gravado, mas sem Exageros, SE NÃO, perde a Graça, a Demasia é Barata, eu comparo ao governo, que me obriga ao emprego, me taxa o ano inteiro e ainda vende as oportunidades...

Pode tIRAr férias moço... relaxe e não seja ansioso, pode parar de criar, mas não vá deixar de aproveitar o que então já criado, que ficou registrado, o que um dia amado, esquecido ou abandonado, aproveite também, porque não?! O que foi rejeitado, pois um dia eu sei, falta ele fará...

Se o tempo parar... pare você pra pensar, mas pense. E por nisso falar: Onde fica a tal ponte? Onde ela vai dar? Fica onde se esconde o seu medo de atravessar e no desconhecido vai dar, eu te ensino o caminho, é longe, mas não vamos sozinhos, de caminhão ou carrinho, se vira, pega rabera, segura na arte e abre um sorriso, por que lá, tudo é lindo, a não ser...

se você desmanchar, e as arvores cortar, e vim com toda essa porra suja, que o mundo real tem pra ensinar, saiba então desde já, que vou convidar, e se você não gostar, tente ao menos respeitar... Pois isso é outra essência das Artes e das CriAções, pra comemorar com rojões, mas eu só vejo é silencio, não encontro tal respeito, nem dando a faca e o queijo, a chuva e o relampejo, tudo pronto, eu me sinto até tonto, não entendo os confrontos...

Só pra ver quem pode mais. Temos tantos motivos, tanto os humildes, tanto os ricos, e não só motivos, temos exemplos e também o dever de valorizar e entender os Porques da CriAção, sejam eles por paixão, por razão, pelo não, porque hoje tudo é porque, obrigado e não tem de que.