Ama-me querida
silêncio era interrompido vez ou outra por um grito ou freada brusca vindo da rua. O quarto era simples, a cama de ferro, lençol branco e jarro de água na cabeceira. -Oi amor. Demorei muito? Ele chegou perto da cama e puxou o lençol deixando à mostra o corpo miúdo vestido com uma camisola de algodão – Os meus pacientes não me deram folga hoje, fiz três cirurgias.
A moça parecia abatida, inerte, como se estivesse em outra dimensão. -Ficou chateada? Ora, venha cá. Vou dar o que você gosta. Rasgou o tecido e o seio descoberto parecia convidá-lo a luxuria com seu bico rosa e durinho. Abocanhou-o enquanto com sua mão procurava seu sexo abrindo a passagem estreita e seca.
-Vamos meu amor, eu sei que você pode fazer mais que isso. Teu ursinho chegou não me deixe com raiva. Penetrou seu membro de supetão e estocou-a uma, duas, três vezes, como se quisesse castigá-la. A moça continuou apática e isso o deixou mais irritado, virou-a de bruços e fodeu seu ânus como um animal.
O sêmen misturava-se ao sangue por entre as coxas alvas. -Sua vadia. Sempre a mesma coisa. Não faz nada. Nenhum gesto de amor. Gosta de ser machucada. Novamente excitado se aproximou de seu rosto e disse: -Vai engolir minha porra hoje. Algum tempo depois, com o membro mole, limpou-se rapidamente e saiu trancando a porta.
Antes se virou e disse: -Até breve meu amor. Na garagem ficou de tocaia. Era 7 da manhã, estava na hora. Viu o moço na porta lateral e não hesitou, ligou o motor e saiu em disparada. Acelerou e num só golpe atropelou o rapaz. Com rapidez colocou-o no porta malas e limpou os vestígios de sangue com a mangueira que o faxineiro guardava no cantinho da escada de incêndio.
Calmamente pegou o telefone e discou... Mais tarde ao chegar á clinica viu uma aglomeração se formando na recepção e quis saber: -Enfermeira, o que aconteceu? -A paciente do 318 doutor. Faleceu. -Como? Estava instável, era coma induzido. -Estupro doutor.
Pelo enfermeiro de plantão. O maníaco a asfixiou com o próprio sêmen. O estranho é que a polícia recebeu uma denúncia anônima em seguida. Parece que o enfermeiro surtou e desapareceu. -Ninguém sabe dele? -Ainda não o pegaram. Foi durante a madrugada. Essa aglomeração é dos repórteres.
Uns urubus. -Alguma novidade? -O de sempre. Dois acidentes e quatro internações. Dois homens, uma criança e uma mulher. -Jovem? -Sim, uns trinta anos. Seus olhos brilharam.