Outonal
efeméride da quebra dos cinzéis aqueles cinzéis que nos goivaram as veias aqueles mesmos cinzéis, tingidos de nuvens e chagas, impregnados da contemplação de falsas peleias. Duas sombras outrora cinzeladas pela dor, altiva bailarina-mestra da morte grená.
Outonal efeméride da lapidação dos anéis estes anéis que nos selaram os corações estes mesmos anéis, invisíveis às distraídas miradas, talhados com o esmero das mais raras paixões. Duas almas agora cinzeladas pelo Amor, sempiterno bálsamo da aurora verde-cré.