Wellcome to Hell
eus olhos, de um azul suave, não me encaram. Fogem de minhas setas. Seu sorriso suave é inseguro. Nenhuma ruga de expressão ressalta em seu rosto. É uma menina de cabeça oca, dizem uns, é um belo corpo que anda, dizem outros. Seus encantos não vão além dos quadris bradam os mais ousados.
“Navalha na carne” digo eu. Já sentiu camarada? Ta afim de resolver a parada numa encruzilhada escura em presença de alguns Exus. Ou ta afim só de pagar de malandro na amparada noite de holofotes hipócritas. Me diz aí camarada! No inferno tu és o famoso quem, mesmo?
Pois é nunca ouvi falar mesmo! Sei de uma coisa, a mulher que me escolheu sabe o que é o inferno, por isso flerta com um demônio. É, um demônio. Tá com faniquitos cristãos aí? Foda-se! Cola na grelha que eu te mostro o que é enquadramento! Cê não tá sacando nada não é?
Pois é meu irmão, é assim que as presas se comportam mesmo, elas nunca sabem de onde vem o predador, no máximo se perguntam “Mas o que é que eu fiz pra merecer isso?” “Too late!” como diz meu irmão, sem dúvida outro demônio ensandecido. Ou seja, vacilou, já era.
Assim é a vida, ela não perdoa. Vacilou, tá morto. Chama a conta que tá na hora de pagar criatura. Se não tiver saldo, já sabe, não sou eu que vou cobrar. É por isso que nosso nome é legião. “Welcome to the Hell, babe! You gonna die!