Origami
fosse outra criatura, pássaro em dobradura, eu, em minha escritura. Existo no que omiti fundido no que forjei. Num papel bem dobrado finjo me ser. Pendurado num barbante, último ensaio antes da corda, bato asas em sua janela até você me ler. Para me safar atrás da página dobrada, numa língua inventada, advirto: Não sirvo para ser lido tampouco para voar.