Edição 9

Four bottle of beer

Paulo F

garrafas de cerveja é o suficiente. E você sabe disso quando ela dança sentada em seu colo, com os olhos fechados e a cabeça para cima. Minha língua passa pelo seu pescoço e minhas mãos exploram o que há dentro de sua blusa e sua calça. Nem um momento para de fumar.

Aspira a fumaça, estica a cabeça até a janela e solta a fumaça pelo ar do quinto andar. Apenas a luz da lua e dos prédios vizinhos nos iluminam. Não importa se somos observados, se chamamos a atenção. Importa aquela bunda se esfregando em mim, seus seios rijos embaixo da blusa e a umidade dentro da sua calça.

Quatro cervejas e Wild Horses tocando em repeat foram o suficientes para nos deixar loucos de tesão. Ela diz no meu ouvido me faz gozar e acelero o movimento da minha mão, o cigarro despenca cinco andares e sinto meu zíper se abrindo, uma mão macia entrando pela minha calça e outra se embrenhando em meus cabelos.

As estrelas ficam mais brilhantes, a lua mais intensa. Me faz gozar, ela repete. E o mundo ganha outras cores. Sua língua entra em minha boca, voraz, belisco seu pescoço e ela geme. Quando percebo já está sem calça e calcinha, minha mão molhada segura seu quadril, ela se apoia na janela, beijo suas costas.

Me faz gozar e logo minha língua faz todo o caminho pela suas costas até que também sente a umidade, ela ri a louca. Quatro cervejas. E eu tento me concentrar, querendo rir por estar ali, com aquela mulher, aquela bela mulher que só quer gozar. Gozar comigo.

E eu faço, ela grita de ri. Toda a cidade pode nos ouvir mas que se foda. Ela se vira e me puxa para cima. Fixa seus olho no meu e me despe. Sem tirar os olhos, a não ser para admirar meu sexo antes de colocá-lo na boca. A lua continua crescendo, vindo em minha direção.

Wild Horses couldn’t drag me away. Seguro seus cabelos e a faço levantar. Continua me fitando. Sorri com o canto da boca, se apoia novamente na janela, só a parte de baixo despida. Me olha de canto. Vem. E se deixa invadir por minha fúria. Me faz gozar ela diz perdendo o fôlego.

Seguro-a pelo cabelo curto, a lua, a cidade, as janelas abertas, o contorno de centenas de vidas prontas a explodir. Couldn’t drag me away. Não consigo evitar e grito: - Looooooooove!