Edição 1 · 21 de Maio de 2007

O conto que te conto

Juninho 13

capitulo 1 –

de onde vem...

Num misto de qualidades e defeitos, vem ele, arteiro e comportado, berrando calado.

Menino homem fazendo e sob efeito do auge da lucidez, entre a dificuldade e o prazer...

Seus relatos tão transparentes agora escorrem tão de repente por entre linhas...

...e em letras e palavras, sua visão, os fatos, já que delatados, ficarão gravados, alguns parágrafos serão grifados, e os que pensam estar a salvo, eu ressalto:
que mesmo parado ou em movimento, eu lamento,

mas não existe juramento, que contradiga o mal acaso...

acidentes acontecem, uns evitam, outros se oferecem, uns se abraçam com a fé, mas nem todos fazem suas preces, eu vejo e ninguém merece...

o trânsito parado, o metrô lotado, até os espaços da calçada congestionados... e isso porque?

To vendo e vindo do lado leste, descendente eu, de São Paulo e uma parte do nordeste, Pernambuco, onde o calor é ao cubo, especificamente,

...pode olhar na TV, no canal da audiência, estão fazendo alguma cena, e o que a mídia inventa, tão pondo pimenta, e eu não gosto, tão recebendo visita e gastando o dinheiro, se gastassem apenas o tempo, grande já seria o desfalque, tanta gente rindo e tantas e tantas... e tantas tomando baques... ...e são poucos os meninos que viram craque, ou que conseguem um destaque. E que uso estarão fazendo, aqueles outros que não se tornaram craques?

Não pare pra pensar, ou terá um ataque, apenas respire um pouco e aguarde...

Dê uma volta, mas não enrola, olhe ao lado, e agora, uma morena com fome enquanto outra rebola, algumas crianças brincando, outras passando a bola, e mais à frente a madame jogando no lixo uma torta, fazendo careta, dizendo que engorda, eu vou embora, e sem demora, porque o horário do almoço é reduzido, eu queria correr, mas me sinto aflito, pois vi também, os senhores da gravata, de postura firmada, que não dão risada, nos palácios de vidro, onde as gramas de comida valem ouro, e eu... rs, até queria experimentar, mas ainda ganho pouco, e pra meu consolo, mais a frente é um real o realíssimo pão com ovo.

Mas pra que falar de desgosto, eu posso até variar, e amanha comer um miojo, isso se andar por aqui não causasse-me nojo, entre as flores... o esgoto... entre passos... perfume, e hora um cheiro horroso... e na cidade com suas luzes e seu frio estralante, nos jornais muitas poses, clicks e closes, um artista... quem dera que eu fosse, mas com tantos impostos, o sistema red nose, pit bul, cão feroz, uma maquina, criada, evoluída, as idéias planejadas, aplicadas, com um severo rigor, e eu já disse anteriormente, seja o que for!!!. E Confesso na maioria das vezes, estou muito triste quando consigo compor, e por falar em Tristeza, a “grande praça”, vou morar na vila das “Marias”, ficar mais perto das minhas amigas, da mata verdinha, perto da “Sabrina”, e também da “Julieta”,

onde construiremos uma outra casa, uma bem arejada, e acolher a garotada, onde faremos a farra, serviremos o feijão e fava, e só vai ser gargalhada, por que não vai estar a manada, os que estão lá cima, aquela prole apoderada, que está muito enganada, pois não mudam em nada, muito menos trazem carne para nossa feijoada, e agora sem palhaçada...

Queria saber de onde vem a maravilha encantada... Que é a existência do amor, a delicadeza da flor, as belezas da cor, o não saber cantar e o desejar ser cantor... o poder de vencer o impossível, o fazer por alguém, o se tornar inesquecível, inatingível, pela inteligência do saber ignorar...o que então poderia ferir, ou ao menos atrasar, o importante é andar, continuar e acreditar no que bem entender, no que te faça crescer, que te traga respostas do porque de nascer, das resistências do ser, não importa o caminho, valorize o carinho, repita as palavras e tudo o que houver, mesmo que pequenino, prolongue seu ciclo... e da maneira que desejar...

E se escolheres amar... saiba desde já, que poderemos se encontrar, qualquer dia se trombar, iremos então conversar, você pode até me aconselhar, ou tentar descobrir junto comigo, um sentido pra dar, para um tal confuso texto onde dizendo o que vejo, tentei me apresentar.