Edição 11

A tanajura e a bicuda

Natanael de Alencar

de Alencar Chegou o inverno. A formiga vendo filmes pornô, masturbava, o açúcar no sexo. Do seu apê, não ouviu os passos que faziam toc toc toc. No clímax do filme, o violino recebendo o esticar de todo o arco, batem à porta. “Caralho!” - Sou euzinha, a cigarra.

Preciso de uma caminha. “Eu dou até a cama, mas quero brincar de passar o dedinho, gracinha.” - Entra. - Tá fechada. - Ah, é. Pega a chave, jogada em cima da camisinha de folha doce. Escancara a porta. - Entra, gostosa. A casa é sua. - Obrigado. - Então, entra.

- Já, já. Minha mãe ta subindo as escadas. - Tua o quê? - A cama é pra ela. É que eu vou numa turnê. - Cutia ficou sem rabo de tanto fazer favor. - Uma mão lava a outra e ambas o rosto. - Quem com farelos se mistura, porcos o comem. Bate a porta na cara dela.

Olha pelo buraco. Constata o tamanho da área de recreação da mãe da outra. “Triste da mãe que põe um filho de cu na boca.” Antes que sua saliva escorra por baixo da porta, tara por bundas grandes, reabre a porta. - Pode ficar. Reconsidero. Já lá dentro, minutos depois, a formiga: - Quando eu trampava, em que lidavas?

- Eu sou uma cigarra lésbica, passiva. - Que coincidência! Eu tenho a alma de uma lésbica ativa. Cúmplice, a temperatura do ambiente aumenta. O grelo da alma – mentira de sedução.