RDI cb BECKA
carro olhos-reluzentes-onça-paluá (Com o poeta por dentro Dos parênteses fumê) Estaciona, para o gozo das normalistas Na cabeça do poeta Que proclama 50 e tantos anos depois O manifesto inaugural De um movimento que marcará (marcou) A literatura brasileira.
O poeta não Sente, mas os aplausos se quebram Como vidro em seus ouvidos Que guardam as vísceras De um pássaro doente: Ave do mau augúrio, Decadência do sonho ocidental Em solo brasileiro, Enquanto as normalistas jogam Bolinhas de não amassado Em sua fronte consagrada: É isso mesmo, meu chapa O poeta sempre apaga o cigarro Na coxa da boneca inflável