Tudo pelos donuts
austral quanto aurora: aquilo ali não é Las Vegas!. São meras, simplórias e hologramáticas reações químicas ao ato de se jogar desarmado no decaptório dessa vida extrema e violenta. É como doce na língua de quem chupa tetas, que balançam e se desnorteiam, na face do desavergonhado, alimentam frágeis imortais e nutrem a putaria alada de sabor atômico.
*** Metropólico úrico. Maldito paradoxo. Hoochie Coochie Man da casa do caralho. Eu. MaicknucleaR, o louco que vos habla. Into the noche a la um kamikaze festeiro e quebrado que anda ferido e incólume sobre escombros familiares e propósitos deformados, mortos, estagnados no chão.
São amigos, mulheres, crianças e semelhantes, despedaçados, inanimados e estertorantes. Mas eu não posso perder meu tempo com vítimas, cadáveres e futuros presuntos, preciso me salvar em trampo solo, pois aqui, na areia movediça, nem Deus enxerga nossos afundantes passos.
E caso um dia eu desatole... bem, é como diz o blues: "I never will come back to Alabama". Sim, já fui ferido e sangrei muito. Chorei feito um bebê cagão, cheio de merda, por culpa das dores e Dolores, mas até então foda-se, pois pressionei o ferimento, respirei devagar para diminuir a pulsação e conseqüentemente a vazão do sangue e estanquei o dilúvio seco de nhé-nhé-nhé falado, porque é assim que Jack Bauer faria...
Quase me tornei um fraco... baby, mas se a lei nessa selva de pedras fúteis e superficiais é ser filho da puta: hold your guns, boys. E que deitem os frescos e deprimidos. De onde venho não podemos nos dar ao luxo de cometer erros, de perder seja lá qual oportunidade for.
E eu andei vacilando pra caralho, acreditando ser um desses cabisbaixos da vida, mas não!. Preciso reaver meu conceito nas ruas e focar o X do mapa, mesmo que a vereda seja em um lugar onde Buda veste camisa florida e carrega uma glock; onde Gandhi vende bagulho na porta do jardim-de-infância; onde imbecis confundem suas impressões torpes com a subjetividade alheia e sua linda amada te rouba, foge com outro e te deixa pelado e de pau mole em um quarto de hotel.
E eu?: Eu acabo de tatuar "Against the fuckin' frouxos", na testa. Tatuei com tinta fosforescente porque um dos principais fatores que influíram para essa minha fase de "moleza", além dos prédios que caíram sobre meus pés, é o fato de tanto lidar com gente mole.
Plácido como néon pra cego. Dinamite no ronco do injusto. Superadas minhas quedas de humanidade e recuperado dos demais desastres inerentes a essa vidinha de merda, agora sou como aquele cara da Discovery channel que "Arrisca sua vida, toda semana, para que eu saiba como salvar a minha".
E vou andando dentre as savanas urbanas e seus periféricos, matando leão com canivete suíço, para depois comer o fígado, com um suculento molho de larvas que chafurdavam na putrefação. Sou um maldito super sayadin que fica mais forte a cada convalescência...
É como se todo aquele "downness" fosse ver se estou na esquina. É como se eu fosse um maldito Miles Daves e podesse voar sobre a cidade ouvindo Delinquent Habits e cuspindo na cabeça dos moderno-alternativos que vacilavam lá embaixo - o que esse modern-people será daqui à vinte anos?
Brechó? -... Pensando bem é melhor guardar esses exemplos de motivação a base de lirismo deformado antes que algum imbecil confunda tudo isso com verborragia - e não como parte de um Todo e não tô com saco. Não há amuletos nem antídotos contra ignorância alheia, assim como querer "mudar o mundo" é uma utopia infantil, quiméra de hippie.
Por isso digo: ou vem e sofre e depois se ilumina... ou... como diria aquele outro blues: "That's all right" (, asshole). Vamos pra quem vai e os que ficam que comam minha poeira, os que caem que lambam meu boot, as que ajoelham que mamem gostoso e já era!
Fui. Camera Eu vinha dedilhando um velho beco. Dichavando um blues com um Bortolotto de sunglasses. Exumando noites falecidas. Alimentando orvalho com granadas. Sentindo a cidade e sua noite diamante. Parei sob o amarelo de um poste redondo, vi um fog verde dourando-se no horizonte e rabisquei de azul a folha branca.
Untado com ar seco e poluído, saquei a caderneta do bolso de trás. Olhei pra ela e disse meu jargão fuleiro: "Me mostra sua arte, filha da puta". Uma puta que ali passava, parou numa só brecada. Me olhou como se fosse um animal acuado, pronto para dar seu último e sombrio bote, como se eu fosse lhe cortar a jugular com um golpe de navalha ninja.
Ou algo desse tipo. -O que você disse? Ê, minha sorte. Estou de boa e em um segundo toda a relatividade se mistura a lei de Murphy. Olhei uns duzentos graus, partindo do leste. Olhei atrás do poste e disse em tom não muito cristão: -Cê tá falando comigo?
-É. O que você disse? - já pronta pra armar um barraco sem ao menos dar uma abocanhada no pau da minha barraca. -Eu disse que o wikipedia salvou minha vida! -??? Os sinais do corpo dela diziam "Se você tivesse mais cabelo eu iria puxá-los até arrancar toda sua pele".
Travei os olhos nos olhos dela por uns dois segundos, saquei a caneta do bolso direito dianteiro e comecei a escrever. Ela ficou parada como se não acreditasse em tamanha insolência e depois saiu andando... Voltou uns quarenta segundos depois. -Posso...?
-Tó. -...O que você está escrevendo? É uma carta? -Não... É só verborragia! "Reverbera a luz do poste em minha rima entrevada, Meu beco favorito é o diabo no corpo das que tocam guitarra" Ação 1 Ainda bem que eu havia raspado as bolas na véspera daquele dia conturbado.
Acordei, gelado, no meio de um sonho onde uma mina que eu estava afim chupava o pau de um cara que odeio. O pior de tudo é que é bem capaz disso acontecer e, por alguma razão, isso me deixou bem perturbado. E, pelo rabo de Rita Cadilac, se aquilo era um tipo de presságio, as previsões não eram nada agradáveis.
O telefone estralou nem dois minutos depois, eu ainda estava de olhos fechados e espreguiçava sob o edredom. Que se foda, deixasse tocar. Mas não. Por algum motivo oculto fui atender aquela merda de telefone. E não sei por qual maldita força maior, as vozes femininas que surgem ao telefone sempre me induzem a certos erros de conduta que um profissional jamais cometeria.
E não sei como acontece, mas já estava marcando um esquema cabuloso, de encontrar uma doida señorita, na Vila, que logo mais será detalhado, caso eu esteja com saco de voltar ao assunto. A vida por aqui não anda boa simplesmente porque não anda. Imagine acordar a uma semana de completar vinte e seis anos e descobrir que você não tem nada na vida: nem dinheiro, nem carro, (consecutivamente nem:) mulheres, amigos, roupas que não estejam desfalecendo ou ao menos o respeito de seus ilustres compatriotas.
Respeito é fundamental e eu gostaria de tê-los à partir do que realmente sou, da minha subjetividade e dessas palavras estranhas que vivo escrevendo. E não pelo que aparento - ou pelo "que sou (profissional)", muito menos pelas pessoas que conheço -. Mesmo porque minha cara de maloqueiro mainstream não colabora e meu estilo não é lá um dos mais bem aceitos nas latrinas mentais afora (mas, perdoe-os, pai, eu sou meio fraco, mas eles continuam não sabendo o que fazem).
O engraçado é que tem imbecil que se sente porque conhece pessoa X, deu pra pessoa Z, entrou no camarim do show de banda Y e tomou cerveja com ilustre H. O que uma pessoa dessas tem a dizer sobre si mesmo? Eu não sei o que uma dessas tem a dizer de si mesmo.
Pra mim é só mais um peso de papel falante. Desvia, porque eu também não sei o que dizer sobre mim - mesmo sabendo exatamente quem sou -. O que importa, oh povo perdido, é a pessoa pela pessoa! O que ela tem, faz, pode vir a fazer é coisa dela!. E nem ligo se fulano tem dois kilos de ouro em troféis socado no rabo, se foi cultivar arroz no Vitenan ou dar o rabo na europa.
Sou individualista demais pra me preocupar com status alheio e acho essa preocupação coisa de maria futeira, groupies de todas estirpes e byiatchs em geral. Aqui [ sempre que digo "Aqui" me refiro ao intrínseco do âmago que entendo por "Eu" e não a lugares no mapa, compreendes?
], sweet filho da puta, os valores são outros. Certas vezes digo a mim mesmo: "Aí, ô peixinho fora d'água, não há como lutar contra esse oceano de estampas idênticas. Ele é maior. Mais forte. Seu mar é mais azul. E sua biodiversidade é mais rica e suas loiras são mais gostosas", mas, ao contrário da maioria que iria "unir-se a eles" e ir correndo comprar sua babylook de duzentos dollars bill e todas essas coisas que esses idiotas compram ou fazem, eu já sou da filosofia: "Se não pode com eles, faça-os passarem vergonha em praça pública, quebre os vidros de seus carros com um taco de golf durante a madrugada e faça as minas deles gozarem pelo rabo"...
E o "pior" de tudo é que já tem um monte de loucos errantes aderindo as minhas causas "anobres" cidade afora. Eles vagam pelas madrugadas e costumam ingerir combustível de lier-jet. ...chamariz de lunáticos, loucos, decadentes e incompreendidos... Mas pra fechar a idéia: "O que faço (crio) é uma gota de quem sou, mas o que sou está há dois anos-luz de distância do que faço".
E essa é só mais uma frase (nem tão) legal que sei que jamais vai parar em uma agenda fru-fru porque provavelmente vão preferir um desses imbecis de vida boa que falam em dormir com travesseiros de rosa, dos cheiros da infância, e chamam Buceta de Sexo.
Um desses rebeldinhos-pós-modernetes-sem-causa que dizem estar às margens porque tem uma jaqueta style e suja com cal. Essa cidade é cheia deles. Eles fazem pose em lugares-foto... Hã!. É fácil ser junkie quando se pode pagar pelo bagulho, mas se o assunto é revolta...
baby, posso afirmar que tenho dois Eminems, três Jim Bradys e um Flávio Matos correndo no sangue. Mas foda-se! Desculpa pra fazer cagada (e ouvir strokes) todo mundo arruma; psicólogos te dão atestado e barbitúricos pra cavalo, pra afirmar que você é um imbecil carimbado, caso você queira.
Mas eu não... baby, minha outra filosofia é que "Quando tudo na vida te diz 'Pule', responda com insolência: 'Pular é o caralho, filha da puta'" e já emenda uma voadora na fuça dela - quer dizer: pro lado contrário da queda, óbvio. Sábado eu estava conversando com Bebeto Cica's, sobre oportunidades, sobre tudo isso que me levou a escrever sobre esse assunto que acho pura baboseira.
Baboseira pelo simples fato de que, Deus, Buda, ou Mara maravilha, nos deu discernimento suficiente para saber causas, efeitos, problemas e soluções. E se sabemos a solução então falar torna-se inútil. Temos que agir desgovernadamente, e vencer, por pior que seja a vereda!.
Sair à caça com um estilingue, pois só a revolta em seu estado mais puro move montanhas. Só a indignação de quem se fudeu muito na vida pode construir um alicerce de um prédio que não cai no primeiro ventinho. Só quem amou muita vagabunda salafrária pode se tornar um cafetão desalmado.
Só o bruto se lapida na quebrada. Só quem foi muito injustiçado vira justiceiro. E um monte de frases dessas que posso criar mais rápido que Billy The Kid. E é por isso que estou aqui. Por que sou o maldito Jesus da música, da literatura, da puta que pariu e vim salvar o mundo dessa frescura toda, pois desde os nove anos de idade insisto na teoria de que tudo no planeta está nas mãos erradas!.
Vim dizer que vocês estão todos errados e depois ser odiado e execrado por lhes mostrar a - merda que são - verdade. E se o caso for guerra... (já sei todas suas fraquezas e i'm fucking mad, putos). Diz aí, né não, Bebeto?!. "Cai o muro, fica a Babilônia".
"Os mais loucos que sobrevivam". "O que seria uma oportunidade pra você agora?"... A desgovernada busca de salvação de quem não sabe o que quer da vida, mas faz uma boa idéia do que quer pra ela. "Aê, tamo junto". O resto é frescura pra render chucrute.
2 Eu estava lá, feliz, mijando, pois mijar é sim um ato de felicidade. Quando fui dar um passo ao lado para desviar da corredeira e não molhar o tenis, derrubei um copo. Até tomei um susto com aquele copo mágico que ali aparecera instantaneamente. Mas o copo não era mágico e vinha acompanhado de um maluco breaco.
Eu disse: "Orra, mano, foi mal, derrubei sua brêja. Vamos ali naquele bar do outro lado da rua que te pago outra garrafa". Ele ficou feliz com a proposta e foi me seguindo, trôpego. Chegando na calçada do outro lado, um cara pulou na minha frente e me disse: "Onde você tá levando ele", "Derrubei o goró dele e tô indo pagar outro.
Sai da reta". Andei uns dois passos e ele apareceu de novo na front. "Ê, mano, eu sou polícia" [ era óbvio que não era ]. Há: os deuses da malícia não me perdoariam se eu deixasse aquela deixa passar, e, como eu sou foda ao menos oito segundos, uma vez por mês, respondi como num futebol de rua: "FODA-SE.
E EU COM ISSO?". Desviei do fulano e puxei o outro pela manga da camiseta para dentro do bar. Parei no balcão. "Qual você quer?", perguntei pro cara. "Qualquer uma", respondi pro cara do bar. Pedi, demorou e quando voltei à Terra percebi que o maluco tinha desaparecido.
A cerveja chegou. Perplexo e com pressa decidi virar tudo de uma vez."Pode guardar os copos, vai na garrafa mesmo e já era". Comecei a virar, mais por ter pago do que por prazer. Um doidão viu a cena, abriu um sorriso e apontou pra mim. -Nooossa, mó loucão.
Da hora, eim - disse ele de longe. Continuei virando. Terminei. O cara abriu um sorriso de lado à lado e me perguntou de onde eu era. Respondi. E foi a primeira vez que alguém me cumprimentou por eu ser de onde sou. Fui parabenizado por estar na areia movediça, da hora.
Saí. Rua. Eu tinha que esperar bem ali, mesmo com aquela gente me olhando. "Tô cagado ou sou artista, porra?". Quatorze minutos... -Demorei?: -(só quatorze minutos) Não. -E aí, como você tá? -Vivo. (merda, vou ter que perguntar:) E você? -Ah, sei lá. Tô nervosa em te conhecer.
-(é, imagina se eu tivesse saído de um bolo) Só por isso? -Ah, lógico. essa situação - olhou pra trás, virou à esquerda - não é comum na minha vida. E você dá medo. Não "medo", mas sei lá, você é foda, fico pensando em que você está pensando. -(tô pensando em você de quatro e minha língua no seu cu) Logo passa.
-Mas e aí, tem algum plano em mente -(foder feito um cavalo viciado em adrenalina) O primeiro plano é sair dessa merda de lugar. -E depois? -(um meia nove relaxante?) Depois que a noite nos leve até onde nos quisermos chegar. -Bem. Eu tava a fim de ir num lugar.
Não sei se você vai gostar, mas eu estou louca pra ir. Fico até com vergonha em te dizer, mas como você é você eu vou ter que dizer... "Hã. Ainda bem que raspei as bolas". *** On the rocks. Malucos no sereno. Olhos forasteiros brilham assim como mentem uns aos outros.
Vermes da noite circundando espécies raras, ameaçadas. Prováveis sobreviventes e bobos da corte. Nada melhor que outra pedra de gelo. Outros olhos e enredos. Outro dub na rádio de rocksteady. O que faremos quando o sol brilhar novamente? Tô sem dinheiro pra sair fora, sem óculos escuro e acho manhãs deprimentes.
Tenho um problema grave a ser resolvido imperativamente, mas só consigo pensar nas coisas a serem criadas, sonhos de padaria a serem desenvolvidos. Não digo Sonho, mas sonhos... Pra quem sabe o que quer é só seguir reto, mas quem quer atravessar o sublime (ao invés de parecer sublime) geralmente não sabe o que quer da vida.
Muitas vezes se perde, mas há quem se controle mesmo patinando e eu quero ser um desses último naipe. Do céu nunca veio salvação. E a cada gesto que sai dos cabelos que ando deixando precocemente branco são dedicados aos diamantes que jogo aos porcos, a sair da areia movediça por meio de um grito supersônico, encarar a Babilônio que surgiu após a queda do primeiro grande muro.
Eu vacilei (acreditando) e perdi um tempo vital para certas coisas, mas se a história não fosse tão podre e depravada eu não seria quem sou, o que sou, digo: o intrínseco do âmago que entendo por "Eu" . Esse maltrapilho, calmo como uma bomba que tem o poder de devastar milhares de quilômetros de subestimadores afora, e meritocratas de plantão, mas só que anda meio enferrujado.
"Tem graxa aê?". O clima tá feio e o túnel se afunila no adiante. O ar é rarefeito e não há planos de contingência. O tempo está acabando e preciso começar do zero. Murphy tem suas leis, mas eu tenho minhas regras. E acredito que é no medo que a pessoa realmente aparece, o (falso) herói ou o frouxo.
No meu caso a situação está mais fechada que corpo de quem vende a alma. Tô diante de um monstro gigante que acha antropofagia legal. Mas algo me deixou em êxtase e percebi que é mesmo guerra, nada aqui é de mentirinha e que deus nem pra fazer uma presença e jogar um graveto para que eu me defenda desse monstro.
Mas foda-se, eu assistia G.I.Joe e sou como aquele cara da Discovery Channel "que toda semana arrisca sua vida para que eu saiba como salvar a minha" e tô nesse lugar onde Buda veste camisa florida e carrega uma glock... Aí: Segura minha blusa. Se eu não voltar em quinze minutos, não venham atrás de mim.
Queimem minhas coisas e sustentem meus sites. Au revoir, muchachos. "G.I.Joe" pra quem fica, por que agora a filosofia é outra, cabron, agora é tudo pelos donuts. ________________________________