Edição 14

Resumo das férias no Cemitério de Automóveis

Pedro Pellegrino

( Vai Ser Longo)

 

     Primeira peça que assisti foi Medusa de Rayban.Antes de começar a Mostra , conheci finalmente o brother Enéias.Ele ficou espantado como o reconheci , respondi que tinha lido  em seu blog  que ele estaria com a camisa do Jack Daniels ( nada mais próprio , porque o personagem de Medusa de Rayban se chama Johnnie Walker).

    Ainda bem que li o blog do Enéias antes , porque se fosse depender da foto antiga que estava no orkut , não o reconheceria nunca , na foto ele está com cara de rebelde(gostou dessa hein Enéias?!).

  De quebra fui apresentado ao gente boa Paulo F, seu irmão Rodrigo e a namorada de Rodrigo, Regiane.Esses 4 praticamente foram em todas as peças que acompanhei.Uma ótima companhia.

Paulão F me vendeu para a minha surpresa , seu livro "Sobre o Infinito".Já tinha entrado em seu blog , me lembrava do Bortolotto comentando sobre o livro , mas não tinha me ligado no nome a pessoa.

Gostei pra caramba do livro , me identifiquei em alguns contos ali.

Nesse mesmo dia conheci o Ronaldo Ventura.Eu achava que ele era um senhor , vai saber por que.Um dos blogs que mais visito é do Ronaldo.Fico espantado com sua criatividade  de colocar todo dia uma história nova.Cool.

Já percebi que esse resumo vai ser longo , nem falei das peças.Quem manda não escrever antes , quem tiver saco de ler... caminha...

Muita gente na bilheteria , puta fila , e o Bactéria conseguindo acalmar os malucos que queriam que começasse logo a Mostra.Mesmo ali sozinho, o Bac dá conta do recado.Não deve ser fácil , deve ter cada pentelho.

Depois de pegar meu ingresso , fui pra fila da sala Jardel Filho.Mó expectativa.Estréia da Mostra com 12 peças.Mostra de férias como diz o cartaz.Na verdade eles( a companhia de teatro , Cemitério de Automóveis) queriam fazer uma maior , como fizeram na I e na II Mostra, 3 meses de duração , mais de 30 peças.

Eu perdi a II Mostra( na primeira eu ainda não conhecia o Cemíterio de Automóveis) , então estava louco pra assistir essa.12 peças eu já acho muito bom , imagina com 30 peças.

21:15( 15 minutos de atraso , é de lei , eu concordo) começa o show de rock and roll.Pra mim é show de rock and roll com alguns caras falando umas besteiras(legais) e poesia.

Flávio Vajman(Ah , agora entendi o apelido carinhoso que o Marião chamou o Fávio) abre o espetáculo com uma gaita fuderosa.

Pode parar por aí , uma peça de teatro e um cara inicia a apresentação tocando gaita.O primeiro arrepio de milhões que eu ia sentir durante a Mostra.

Logo em seguida , senão me engano entra uma das músicas escolhidas a dedo pelo Bortolotto, ele deve ficar horas pensando numa música perfeita para combinar com a cena , e o melhor que o cara sempre acerta.

Pra mim já poderia acabar aí a peça, mas o londrinense nos surpreende em várias outras cenas.

Talvez o que diferencie o Mário Bortolotto de outros dramaturgos , foi uma conversa que ouvi dele e do André Cecatto no bar ali em frente ao Centro Cultural.

Bortolotto:" chega de falar de teatro ,eu não gosto de teatro, vamos falar de música , literatura..."

È claro que é mentira , ele adora teatro , senão não estaria fazendo e principalmente não indicaria várias peças de outros malucos pra a gente ver.

Mas o teatro que ele faz é rock and roll , literatura , cinema e quadrinhos.

Nessa primeira peça( Medusa de Rayban) vimos o ator revelação Jordão(Deus) fazendo todo mundo se mijar de tanto rir.Ele rouba cena gritando:" Elvis não morreu , Elvis não morreu" .Eita , peraí acho que ele disse isso na peça "À Queima Roupa".Foi em uma das duas , tô confundindo agora , só sei que foi muito hilário.

Depois da peça , a maioria dos atores vai pro bar em frente ao Centro Cultural.Eu acho demais isso.Ali a maioria não é metido , ninguém se acha melhor que ninguém , você pode trocar idéia com um ator que acabou de detonar no palco , tudo na boa.Essa é uma das melhores coisas do pessoal do Cemitério de Automovéis.

Ainda nesse mesmo dia(acho que foi) conheci a belíssima Marisa Lobo.Foi engraçado quando cheguei pra ela e disse que era o Pedro Pellegrino do Msn, o Enéias do meu lado comenta:" pra todo mundo o cara fala , oi , eu sou o Pedro da internet".engraçado.

Confesso que fiquei meio tonto de tanto cumprimentar o pessoal que eu admiro.Vários atores , atrizes , produtores da Mostra e por aí vai.

Uma hora dessas Douglas Kim com seu humor inteligente solta essa(eu tinha acabado de parabenizar algum ator):"parabéns por que ? é seu aniversário?"

Fui embora pra casa de metrô , contente pra cacete , e isso era só o primeiro dia.

Na segunda peça da Mostra , " Dentes Guardados" , pude comprovar o talento do Marião.

Bortolotto pega o livro do escritor Daniel Galera , que eu acho foda ( tinha lido o seu livro "Até o dia em que o cão morreu" e uns contos dele , e tinha adorado ), e transforma numa grande adaptação para o teatro.

Várias vezes durante os contos que rola na peça , me imaginei vivendo aqueles momentos que os jovens passam no texto do Galera.

Uma das cenas que mais dei risada durante a Mostra , foi a que o personagem interpretado pelo Gabriel Pinheiro encontra com um amigo no bar.Fernando Alves Pinto faz Emiliano que tinha acabado de perder a namorada.Gabriel Pinheiro faz aquele amigo chato que não entende que o outro quer ficar sozinho.

Eu queria falar de todos os atores , atrizes , mas é quase impossível.São 48 atores.

Parabenizo todos que participaram da Mostra.Principalmente pelas escolhas de cada ator para cada papel.Vi alguns ali que provavelmente são históricos no teatro nacional.E eu não conheço nada de teatro, mas só pelas atuações que vi... sem comentários.

Um desses que me chamou a atenção foi o Jairo Mattos no Medusa de Rayban .O cara fazendo um tipo de Jô Soares num talk show , impressionante.O legal também foi que a pláteia estava bem animada , se comportaram como se estivessem num programa desse tipo.Batendo palma na hora que o apresentador manda e por aí vai.

 O incrível é a capacidade do Bortolotto de escolher atrizes bonitas.Haja Gata!!!

Na saída , sempre ele Douglas Kim(com sua inseparável filmadora na mão) comenta:" o texto do Galera é mais ou menos  , a peça conseguiu ficar pior".

E pra quem não sabe o Douglas é um dos produtores da Mostra.É lógico que é zuera, todo mundo sabe que o Douglas admira muito o Bortolotto, é só conferir num dos post que ele colocou em seu blog(link aí do lado) , mas que ele tem um humor inteligente , ele tem.



 A terceira peça foi Kerouac , já tinha visto duas vezes , essa é Hour Concur , foi com essa que conheci o trabalho do Mário Bortolotto , depois o Cemitério de Automóveis , o Jack Kerouac e por aí vai.Não estava a fim de tomar um soco no estomâgo pela terceira vez com o Mário Kerouac.

A próxima peça foi "À Queima Roupa".Nota10.Foi uma das que mais gostei.Top-Ten do Cemitério falei pro Marião.Punk-rock total.Cardan=Mário Bortolotto sai da cadeia depois de 10 anos.E quer fazer justiça.Uma das melhores atuações do Bortolotto, que só pra vocês terem uma idéia , ele começa a peça fazendo flexôes de chão.Emagreceu bastante pra fazer essa Mostra né Marião?! também não é pra menos , tantos papéis , tantas coisas pra fazer , pensar , ia ficar pior se mantivesse aquele peso.E emagrecer é difícil pra caramba, eu que o diga.Meu Avô Ramiro tem uma frase legal:"há 40 anos eu brigo com a balança e estou perdendo".Nossa tô viajando aqui , estou falando de outras coisas , que se foda.Fazer "Kerouac" e "À Queima Roupa" na sequência não é pra qualquer um.

Na saída de uma dessas peças , não sei se foi no "Dentes Guardados" ou "À Queima Roupa" , Marião Bortolotto me presenteou com o " Meninos de Kichute" , animal!!.

Márcio Américo o escritor do livro, também dramaturgo , um brother do Bortolotto , retrata a infância na cidade natal dos dois , Londrina.Um livro já clássico , tá na minha lista dos favoritos.

A quinta peça da Mostra era a Tanto Faz.Muita curiosidade de ver essa adaptação do Cemitério de Automóveis para esse livro sensacional do Reinaldo Moraes.Descobri a existência desse livro no site www.atirenodramaturgo.zip.net.  Virei fã.

Estava ansioso pra ver o que fariam com o "Tanto faz".E não é que conseguiram pegar o espírito do livro e passar para o palco( eu já esperava isso , mas não custa fazer um drama).

Tá tudo lá , os dialógos geniais de Ricardinho( puta atuação de Pedro Vicente) com o Chico ( dramaturgo bebum).Ficou a cara do livro.Espero conferir de novo essa peça.Não tanto como o Paulo F que viu 3 vezes no mesmo dia.Ele viu o ensaio e depois a apresentação a noite.Me confessou que uma hora , queria dar uma sugestão pro Marião , mas aí era demais , participar do ensaio e querer dar uma opinião numa das cenas.Esse Paulão F é uma figura.

A próxima era "A Frente Fria que a chuva Traz".Não deu pra conferir.Só vi uma vez.(assisti com minha mãe)Me marcou muito.A atuação da Fernanda D'Umbra é um show a parte .Da vontade de pagar dois ingressos , um só por ela.

Fiquei feliz em saber que só sobraram 20 lugares.O Bac que disse.Se não estou enganado , primeira peça da Mostra que a Fernanda participa.Queria ver a cara do pessoal ao término da "A Frente Fria que a Chuva traz".

A sétima era "Clavículas" de outro escritor gaúcho adaptado para os palcos( o primeiro foi o Daniel Galera) Cristiano Baldi o nome do cara.Antes de começar , eu , Enéias e Paulinho Pankada ficamos lendo Sam Sheppard na biblioteca do Centro Cultural. Bem legal , apesar de ter acontecido duas coisas chatas antes, bem ali perto, na minha faculdade.Ainda bem que em vez de ir pra casa , fui curtir o dia no Centro Cultural. Não sei como nunca frequentei a biblioteca desse lugar , estudo do lado.Depois Enéias e eu fomos ler um pouco de Ken Parker na gibiteca.

"Clavículas" foi a que menos gostei , mas mesmo assim dei bastante risada:do sotaque do Mário , da Fernanda fezendo uma dançarina ... quando ela fala com a lingua presa , a cara do Mário e dos outros caras , uma comédia.Na parte da festa da casa do cara , o personagem não pode entrar em sua própria casa , daí vem a Fernanda D'Umbra e só com uma frase , que todo mundo se esborracha de dar risada , só com essa frase ela já mostra a que veio.Nelson Peres também atua muito , é um grande ator , faz vários tipos de papel.

 Ainda não foi dessa vez que vi o Wiltão fazendo um de seus personagens mais aclamados no "O Homem que queria ser Rita Cadillac".Texto do Márcio Américo.Fica pra próxima.

Getsmani não assisti na Mostra.Tinha visto no teatro Alfredo Mesquita.Excelente.O enredo é fantástico , sequestram um editor de livros de auto-ajuda , obrigam o cara a publicar autores do naipe de Jack Kerouac , Charles Bukowski , Corso e por aí vai.

"Postcards de Atacama" acho que foi a que mais gostei.Talvez porque não esperava ser tão boa.Já tinha lido , mas ao vivo é outra coisa.A peça é sobre solidão.O bagulho pega na alma.

Fernanda D'Umbra pra variar detonou!!!

Quando acabou a peça , olhei pro Enéias e nem sei o que falei , não queria mostrar meus olhos.

E um négocio que  acho muito louco é quando a Fernanda fala depois que termina a peça , não sei se é imprensão , mas parece quando ela olha pra pláteia , seus olhos estão cheios de lágrima , aí é foda senhora Bortolotto!!! não dá pra segurar.Deve ser um puta emoção ver todo público aplaudindo de pé , uma coisa que você batalhou muito pra dar tudo certo.

E o final do "Postcards de Atacama" achei muito bom , cada ator entrando na sua vez, bem devagar , até completar todos da peça.Simboliza várias coisas.

E a cena da dança ao som de Boogie Man do AC/DC, sensacional.AC/DC é uma das minhas bandas de cabeçeira.Legal saber também que a Fernanda e o Mário criaram juntos essa cena.No dia seguinte , passei o dia ouvindo Ballbreaker , o álbum do AC/DC que tem Boggie Man.

Depois fomos todos no bar em frente ao Centro Cultural.Conheci o Poeta Sergio Mello , o cara até falou pra eu atualizar meu blog , bem doido isso.

Uma hora ali fiquei trocando idéia com os dois poetas , Sergio Mello e Marcelo Montenegro(Kurt Cobain).

Marcelo Montenegro tem um trabalho que admiro muito.Fica na iluminação e na sonoplastia das peças.Sem essas  pessoas trabalhando por trás( no bom sentido) o teatro não teria graça.Ainda mais nas peças do Marião que a luz e o som são quase como atores em cena.

Voltando no metrô para casa com as cenas de "Postcards de Atacama" na cabeça , me deu uma puta vontade de ligar para a garota que eu gosto , mas naquela hora era impossível.

A penúltima peça da Mostra era "Nossa vida não vale um chevrolet"."Crássico" absoluto.



 Tinha gente que falou que iria acampar na bilheteria para não perder ingresso.Com certeza o dia que tinha mais gente.Depois queria saber do Bactéria se sobrou algum lugar.Fila gigantesca.

Foi a peça que o Bortolotto ganhou o prêmio Shell pelo conjunto da obra , e também se não estou enganado o APCA.Fernanda D'Umbra como sempre arrassou.Concorreu ao prêmio Shell pelo papel de Silvia do "Nossa Vida Não Vale um Chevrolet."

Público de pé ovacionando (pra variar) a atuação do povo do Cemitério.

Ali no bar , Nick Cassidy repetindo todos os diálogos da peça.Finalmente conheci alguns caras da Máfia Yakisoba que tanto o Mário fala.

Ainda no bar conversei com a Fernanda , dei os parabéns pela sua atução.Uma hora ali até perdi a fala, porque além de ser uma atriz fenomenal , é muito bonita(com todo respeito Marião) e o principal gente boa.Agora ela está fazendo uma peça com o Antonio Fagundes e acho que finalizou o filme Boleiros 2 do Ugo Giorgetti , da hora.

Última peça , "Homens , Santos e Desertores" , nem gosto dessa peça , só vi 4 vezes , numa dessas meu pai também assistiu.Tenho o cartaz da peça na porta do meu quarto.

Sem comentários essa aí, outra hour-concur , Top-Ten fácil .

Top-Ten ( das que eu vi até agora):  1:Homens , Santos e Desertores

                                                   2:Kerouac

                                                   3:Postcards de Atacama

                                                   4:A Frente Fria que a chuva traz

                                                   5:À Queima Roupa

                                                   6:Nossa Vida Não Vale Um Chevrolet

                                                   7:Tanto Faz

                                                   8:Hotel Lancaster

                                                   9:Medusa de Rayban( essa eu tenho que ver de novo , confesso que estava tão a fim que começasse logo a Mostra , com a adrenalina sei la onde , que não entendi muito bem a peça)

                                                   10:Getsmani

       Aê Marião você poderia fazer uma votação pra qual peça o pessoal está mais a fim de ver.Eu sei que não é fácil assim , mas em todo caso.

       Voltando ao "Postcards de Atacama" não posso esquecer de falar do trabalho sensacional do José Carlos Machado.Na cena que ele fala de seu pai , muito bonito.

       Na fila de "Homens , Santos e Desertores" uma garota me pergunta sobre o Cemitério de Automóveis , tive que me segurar , senão iria ficar falando até o dia seguinte.Ela disse que era a sua primeira vez que assistia algo do Mário Bortolotto.Ela estava ali pra ver a "Ovelhas que  voam  se perdem no céu" do também escritor Daniel Pelizari.Foi cancelada essa apresentação da Mostra , por causa do tempo , acho que foi isso , eu falei isso para ela.Espero que essa garota tenha virado outra fã do Cemitério de Automóveis.

Ainda na fila, o sempre de bem com a vida Régis Santos ficou me falando da confusão que existe entre ele e o Régis Trofão.Eu contei pra ele que o Trofão tinha colocado em seu blog , a foto dos dois para ninguem ficar com mais dúvida.Aí o Regis me solta essa:"Blog é coisa de viado".A única coisa que fiz , foi dar risada.Comédia esse Trofão , ops ... Régis Santos.Só sei que os dois são sangue bom.

Depois da última peça que vi , fui ali no bar ficar doidão de Coca-Cola.Estavam por lá dois caras que o Marião admira muito , o Pinduca e o Edvaldo Santana.O Edvaldo Santana me pareceu ser um cara muito legal.Estava com a família inteira.Preciso conhecer a música desse cara.

Agora o mais engraçado foi o André Cecatto beijando , agarrando todo mundo , até o Negão ele conseguiu pegar , o Edinho Kumasaka se divertiu tirando fotos do beijoqueiro da Vergueiro.

O Gabriel Pinheiro também estava por ali , me falou que tem 24 anos , eu sou mais novo que o cara , engraçado, quem o vê no "Homens , Santos e Desertores" acha que ele tem a idade do personagem da peça mesmo , bem louco isso.

Acho que o Gabriel está cada vez melhor em seus papéis.Pelo "A Frente Fria" , "O Que Restou do sagrado" e o "Homens , Santos" você percebe o talento do cara.E pensar se não me engano , o cara começou no As Chiquititas , ainda bem que não foi pro lado da Malhação e sim pro lado do Cemitério.

Só agora na quarta vez  que assisti,que percebi uma puta cena bonita do  "Homens , Santos e Desertores" , Marião pega uns livros com uma puta paixão , cheira eles , passa a mão , animal!!

Aê Marião vai ser talentoso lá em Londrina.

Puta que pariu!!!


  Várias vezes assistindo a Mostra pensava:" o cara atua pra caralho , escreve pra caralho , escolhe umas trilhas-sonoras du caralho ,tem uma banda du caralho,tem uns amigos du caralho , tem uma mulher du caralho , é gente boa pra caralho( isso para mim é o principal , você ter o cara como um dos seus ídolos e o cara virar seu amigo) , vai se fudê seu gênio du caralho!!!

Saindo do "Homens , Santos e Desertores" , pego o metrô , desco na Sé, vejo aquela bonita Catedral  , e penso que o Cemitério de Automóveis pode ser minha igreja(como o rock é , o Palmeiras é , os livros são) porque me sinto muito bem ali.