A cidade... Sempre a cidade
É a cidade que vai te seguir! E as
ruas em que você andar, os prédios que você conseguir avistar, as
avenidas por onde você passar, e becos sem saídas (que com certeza na
vida irá encontrar), tudo isso não estará mais lá, quando você voltar a
olhar novamente.
Você não segue e não muda porra nenhuma!
É a cidade que vai te seguir e te deformar. Ela é que se transforma.
Me-ta-mor-fo-ra-se.
Por dentro do teu pensamento.
À tua volta!
Percebi
isso voltando pra kaza, bem antes do dia amnhecer. Sem amistosas, sem
gritos, sem sangue. Foi depois de fazer a última apresentação de
"Medusa", descendo a rua, de costas pra Deus, de frente pro kaus, com
meu tornozelo bêbado e inchado.
É a cidade, sobretudo à noite,
que te fornece os cenários mais representativos. Do "mais vulgar e
miserável" até as torres de mármores.
Dentro da cidade, o prazer ilegal, é legal e próspero.
Então, vamos lá!
O que tem fome
Te rouba
Te rouba
Porque tem
Fome
Te come
Ruas
Feitas
De
Outras
Ruas
Avenidas
E a cidade vai te ver enlouquecer, envelhecer em meia tempestade.
Vai te ver decepado! A velocidade, camarada! A velha de Albert! A velocidade! É por isso que sou tenso.
Há teoria
Relativa
Nas calçadas
Pisadas
Da
Minha alma
Você
não segue e não descobre nada. É a cidade que te persegue, cresce, se
transforma e te engole. Pelas bocas do metrô, direto para seu
subterrâneo ventre. Direto para as bocas de lobo..., Nas enchentes.
Decrepitude
Aos quarenta
Não é para
Quem pensa
É para
Quem marcha.