Confissões de sonhos para Sta. Bárbara
que não pedi o amor, a inveja como consequência e só queria sapatos novos todo o mês. O meu céu não é tão vão - filosófico. Minha vida não é iluminada por luz de chroica, não bebo champanhe tanto quanto queria, não entendo porra nenhuma de poesia e às vezes o amor, não se concretiza.
Sonhei com uma tesourada no pulmão e uma queimadura no quadril, tivemos uma noite infernal. Foi nessa noite, que sucumbi as macumbas, sim senhor. No outro dia, quase como uma oração, sonhei com a lucidez do meu amor, aquele que eu tenho para chamar de meu.
E a partir daí, uma vida com um cachorro manchado - das imperfeições, as menores. No entando, eu tenho que falar da tesourada, a do sonho. Óbvio que fiquei sem ar: tal qual engolir tudo o que se tem para dizer, o mais importante que vai se resumir em; "adeus não há mais nada para fazer." Inevitavelmente.
O fracasso confundido com a preguiça, ou essa última, em algum lugar seja uma desculpa melhor para o fracasso. Até pensei em sair, comprar uma coca ou qualquer porcaria para comer, desisti diante da chuva de mau olhado. Quanta burrice meu senhor - eu rezo e olho para a caixinha de ofertas, vou depositar dois reais, e tá muito bom.
Que burrice, minha Santa Bárbara, que burrice essa dos outros em achar que a minha vida é um comercial de trinta segundos na programação do horário nobre. Pensei em comerciais de margarina, mas acredito que o passe para a felicidade está nas propagandas dos anti gripais.
Agora me protege, Santa Bárbara... faz essa gente perceber que de perto, ninguém é grande coisa.