O conto que te conto 2
onde vai... _ Pare! Todos já sabem! Que sacanagem! Tu chegas..., nem senta e já parte! Vai pra onde apressado? Ce parece cansado, controla esse passo, fica calmo, toma um trago. _Vou ali, acompanhar uma passeata, vou fazer um protesto, hoje vai ter manifesto, ...eu tava até com preguiça eu confesso, mas essa eu não perco, e não nego, que já fui em muitas outras...
e pouca coisa eu vi mudar, pois é, mesmo de se lamentar, mas se não continuarmos tentando, quem vai tentar? Quem poderá nos ajudar? Se eu perguntar... Certeza que o: _ Eeeeuuu!!!, de algum chapolin ... não irei escutar. Mas vamos indo não é, embora doa pensar, que em vida temos que “lutar” por direitos, por bem estar, se alguém julga, isso uma justa luta, tem que...
em primeiro lugar, não se acovardar, e as mangas arregaçar, porque além da “sofrência”, e de todas as nossas carências, é bem duro ter que cobrar, ir pra rua gritar, apontar outro humano, que assim como todos, o bem ao próximo deveria desejar... Mas tudo bem, tudo limpo, e junto com nossos amigos, distribuindo sorrisos os ensinaremos a amar, pode deixar, eu garanto, desde já me adianto, e o tempo não para, com ele eu vou de mãos dadas, gastando sola, conhecendo as “quebradas”, do sambão na pegada ao rockão da pesada, onde sempre tem festa, e no outro dia ressaca, capoeira de graça, tudo perto de casa, o dogão mata lara, batata frita barata, e tantas outras barracas, pelas calçadas, disputando espaço, vendendo muamba, coisa doce e salgada, vou no meio do “furdunço”, to no meio da massa, to correndo do rapa, dando pulo e risada, não to ligando pra nada, nem pra quem me mostrou o preconceito, e me apresentou sem receio, o que significa estar abaixo, ser um numero, um índice, um alvo, ...não to ligando pra nada, nem pra quem me faz pagar caro, pra quem me deseja calado, e é bem por essas e outras...
que eu... to sempre indo e não paro... Inclusive um dia desses, fui também ao analista, não pra consulta e sim pra visita, a doutora é uma amiga, que falava e repetia, que eu, logo eu, tinha dupla personalidade, e eu respondi: _ Novidade, rs! ...e completei com a verdade, de que personalidade, eu tenho treze, porque nasci brasileiro, fui crescendo no gueto, às vezes passando “perreio”, e é essa A língua que eu falo, e o que gosto, é o que faço, sou insano e poético, sou um serio palhaço...
...e nesse circo pra onde vou? _ Ainda não tenho a resposta, na próxima faço uma cola, porque aprender não é importante, o que importa é o diploma, o importante é a nota, mas na vida contínua, nós com os sonhos nas costas, almejando vitórias, ambiciando a gloria própria, e quem disser que é mentira, atire pedras, saia da frente, feche as janelas e as portas, mas não esqueça que lá fora, a realidade quase sempre incomoda, ...e agora chega de roda, eu tava indo pra rua, logo mais to de volta.