Finito
oba! o mundo quebrou de novo o grande espelho em cacos mil reflexos e nenhuma lembrança do teu vácuo um dia a maior felicidade. Agora dentro da bolha da dor outro abismo infernal - não gosto, decididamente, desse papel: a mentira que constrói castelinhos de areias - reais ou virtuais- sem exceção tem sempre os mesmos figuras tem falcão traiçoeiro tem pavão predador até lagarto cinzento todos com suas grandes lábias geniais comendo todas as passarinhas.
E na balança de dentro pratos em perfeito equilíbrio - esse fiel, eu sei... ainda que alienígena implantado à força me protege inteiramente. Mas nem que você queira, infelizmente nada mais me abala. E do saco escuro de ninar olho para você dias atrás das cores lindas que era você na minha vida e em minutos, apenas uma mancha no asfalto da lembrança sem ter mais nada que viver ao teu lado - meu bem - eu arremesso minhas asas com maior envergadura, porque agora ninguém mais se interpõe entre eu e o céu.