Edição 3

A senhora das armas

Mariana Hagnè

com o nariz enterrado na sua nuca. Com seu cheiro de PM que volta do serviço contrariado com a farda num cabide, protegida, intacta e se joga ao meu lado. Eu tinha me envolvido assim, com tesão da morte, das armas. O sexo intenso, ele em pé e eu sentada nos seus ombros, com a buceta na sua cara, eu perdi a conta, eu perdia a cabeça e minha buceta me guiava.

Começou tudo com uma conversa num ônibus, direções opostas e achei tão, como posso dizer, tão macho ele me dar o telefone num papelzinho ao invés de pedir o meu. A gente nem perdeu tempo com conversa, fomos logo trepando. Eu tava em cima da mesa da sala e olhava fixamente pra sua Magnum.

Eu sou a Senhora das Armas. Quando ele descobriu como eu sabia manejar uma, ficou tão louco que esporrou duas vezes seguidas e me fez gozar três. Eu implorava pra ele usá-la em mim. Ele passeou no meu peito, depois na buceta alagada e eu implorando de joelhos enfia essa Magnum em mim e ele nada.

Gostava de me torturar, era ela e não seu pau que eu queria. Quando vi que ele estava adorando isso, eu mesma enfiei com tudo enquanto o chupava. Ele gozou tanto que na hora nem conseguiu manter os olhos abertos. "Vamos, abre los ojos". Deitou e continuou com eles cerrados.

Peguei minha bolsa e coloquei a Magnum dentro. Não voltei mais à sua casa, porque foi tão bom achei melhor não voltar e guardar isso, não só a Magnum, o tanto que ele me deu. Tenho alucinado demais, acreditado piamente que possuo um pau. É, um pau na língua, nas mãos.

Conheci esses dias uma garota. Quando tirei sua roupa fiquei por trás e saquei a Magnum, passando e enfiando nela. Ela nem me disse se achava o cano frio. Nem me perguntou o que era aquilo. Gozamos juntas. Talvez essa seja a minha marca, minha identidade no mundo patético do sexo.

"Acaba comigo". Talvez um dia eu ainda cometa um crime. Eu sou a Senhora das Armas.