Edição 4

As águas como mágoas

Larissa Marques

águas como as mágoas Passeiam pelas anáguas Das moças da cidade Que vertem seus olhos Aos rios que nelas deságuam As águas como as anáguas Entregam-se aos igarapés Encharcam-se de mundo Mergulham até o fundo Para voltar à tona Secam. As mágoas e as anáguas Apertam as carnes Sufocam a alma Por que tudo que queriam Era não existir.