Vitrola roubada
tem um disco do Grand Funk e é tudo que eu preciso pra continuar no momento. Escrevo cartas pros fantasmas e troco jabs com o inimigo da rua de cima que mata moscas com palitinho pensando ser o Sr. Miagi. Fico outsider e jogo xadrez com Deus na ponta de um iceberg.
Existe um longo corredor polonês e é inevitável passar por ele depois de amarrar os sapatos. Às vezes acordo como um rei solitário no tabuleiro. Indigente. Na companhia de uma vitrola roubada e tudo que existe é o grave do contrabaixo e um ringue improvisado no asfalto.