Ladrões do passado
Hoje roubaram meu sonho
Não um sonho quimera
Mas o sonho sonhado no laço
Ritmado na noite
Lapidado em seus braços
Comecei falar dormindo
Contei o que me levaram
Teci no sonho uma história
Embalada em seu colo
Cerzida com fio de Morfeu
Ao som da harpa de Apolo
E quando meu sonho postei
Na caixa do inconsciente
Desviou-se de mim
Por um buraco da mente
Cavado pelo bando
De ladrões que moram em mim
Estão eles com o conto
Que fiei começo ao fim
Entraram de certo pela fenda
Que existe em minha testa
São ladrões daquela tribo
Que ali em outros tempos
Tempos esses de braveza
Me mataram a machadadas
Bem no meio da cabeça