Edição 7

Mescla de fúria e pétala

Bárbara Lia

de fúria e pétala. O que me liberta e me algema. Amiga das horas duras e das horas plenas. Vem em forma de vida ou versos. Acho que os poetas todos do universo me encontram na planície serena das noites consteladas. Cada um deles deposita um segredo em meus cabelos e eu sei que por osmose os segredos escorrem em mim inteira.

Já caminhei pela av. Neviski com Maiakovski, e penetrei o misantropo mundo de Emily Dickinson. Cruzei caminhos europeus na caravana de Shakespeare, ouvi a noite triste de Rilke... Pessoa me abalou com a certeza de que não sou nada... ainda assim a poesia chama...

tantos versos, tantos universos. O persa Rûmi é magnífico, “Morrei, morrei , de puro amor morrei" Talvez esta seja a essência da vida e da poesia: – Morrer de amor!