A puta 1
Ele vinha na frente, era um senhor de uns 60 anos, aposentado da roça.
Ela vinha atrás . Cabelos longos, anca empinada e perfeita. Era uma morena e tanto.
Os vizinhos ficavam olhando. Sabiam que entrariam no Domitório Belo Horizonte.
Ela tinha jeito de cobra, parecia de perfil David Covardale,mas gostava de dançar,
lia
Aldous Huxley e gostava de misticismo. No geral era uma mulher muito
atraente e seus cabelos compridos e negros davam um tom de presença e
estilo.
Era uma puta porque a situação a levou a isso, não, não só a situação.
Ela veio com a família de São Paulo. O pai era professor de Sociologia e a mãe astróloga.
Vieram depois de um assalto em sua casa, buscavam um lugar mais calmo e com uma boa qualidade de vida.
Com o tempo Simone foi crescendo e já com dezesseis anos transformava-se numa mulher.
Lia
muito, seus pais a ensinaram a ler, o hábito da leitura. Havia uma
biblioteca muito boa em sua casa, de Marx a Sartre. Num belo dia caiu
em suas mãos um livro sobre o Kama Sutra, ela achou interessante. Como
gostava de dançar começou a treinar sozinha algumas posições.
Interessou-se pela questão do sexo. Viu que os pais também possuíam uma
coletânea do famoso pompoarismo e leu. Ficava se masturbando e
praticando o pompoarismo todos os dias.
Na sua sala havia um
menino que ela achava interessante. Ele era sério, usava óculos e
gostava de jogar vôlei. Era meio intelectual. Gostava de Maiakovski e
da cultura japonesa.
Ela ficava olhando sempre pra ele e nas tardes tocava umas siriricas fenomenais pensando nele.
O
tempo passou e num belo dia a turma foi embora. Os dois ficaram por
último no colégio. Até que o chamou e pediu que ele fosse ao banheiro
feminino com ela.
Ele achou estranho mas foi. Chegaram lá e ela
não perdeu tempo, primeiro o beijou e depois caiu de boca nele. Nunca
havia chupado um pau,mas o fez com maestria, pelo instinto. Tinha visto
umas revistas e filmes e adorou o pau de Roberto que era de uns 18 cm.
Chupou
com voracidade e pediu que ele a comesse. Ele sem delongas a colocou de
quatro e a penetrou. De tanto tesão depois de sete bombadas gozou.
De
lá pra cá ela não parou mais. Passaram-se os anos e no 3º ano do Ensino
Médio seus pais morreram num acidente voltando de São Paulo.
Ela então aliou seu instinto e tara. Começou a fazer programa.
Naquela
segunda-feira ela acordou de bom humor, como mística acendeu um
incenso, fez uma prece e viu sua mandala que aprendera a fazer num
curso de desdobramento astral anos antes. Olhou o relógio e eram 12
horas e 30 minutos. Saiu e foi tomar um café. Ela morava no Dormitório
Belo Horizonte. Saiu de saia preta, sapatos altos e um top que mostrava
seus lindos seios.
Tomou café na padaria Pão Nosso e foi direto
pro mercado. O mercado velho era o reduto das putas. E, ela fazia ponto
ali. Pegou o livro Além do Bem e do Mal do Nietzsche que estava lendo e
sentou-se numa mesa. Apareceu um senhor de uns 60 anos e a
cumprimentou:
_Olá, tudo bem?
_Tudo ela respondeu.
Ele perguntou seu nome.
_Simone.
Ele disse:
_ Meu nome é Acácio.
_Muito prazer seu Acácio.
_Muito prazer Simone.
Ela pensou na frase de Nietzsche “Quando o amor e o ódio não estão em jogo, a mulher joga de maneira medíocre”.
Pensou e repensou nessa frase. E fuzilou pra seu Acácio:
_Olha, vejo que o senhor está querendo em seus olhos. Vamos fazer um programa?
Ele sem pensar respondeu:
_Claro menina, você é linda e nem sei se consigo mais fazer amor.
Saíram
então do mercado. A via sacra dali era manjada por todas as pessoas. Um
ritual que parecia algo japonês inverso. Ela ia na frente e ele ia
atrás. Só que no Japão era o contrário, o homem andava na frente e a
mulher dez passos atrás.
Seu Acácio ia vendo aquela bunda empinada e seu pau já dava sinais de vida.
Chegaram no Dormitório Belo Horizonte. Ela pede camisinhas e toalhas ao funcionário do Dormitório.
Eles
entram no quarto dela. Seu quarto era uma espécie de Santuário. Tinha
anjos por todos os lugares, suas mandalas, suas cartas do baralho
cigano, em cima da sua cama uma espécie de tenda, uma faixa escrita em
sânscrito “Erótica".
Ela perguntou se ele não queria tomar um banho, estava calor. Ele tomou banho e voltou.
Ela entrou no banheiro também tomou um banho e foi logo falando que eram R$50,00 o programa.
Ele tirou o dinheiro da carteira e a pagou.
Ela
pensava que seria uma coisa como as outras que já tinha tido com
velhos. Pensava que seria só rebolar e ele ficaria satisfeito.
Ela começou a rebolar, tirou a roupa e mostrou seu corpo escultural pra ele.
O inimaginável aconteceu. Seu Acácio pegou-a, deu-lhe um beijo e pediu que ela o chupasse.
Ela abriu a calça dele e viu que seu pau media uns 23 cm.
Ela o chupou. E ele então a levou pra cama.
Na
cama ele a enlouqueceu. Ela queria faze-lo gozar logo. Mas ele deu-lhe
um trabalho. Fez ela gozar três vezes e por último ensinou-lhe uma nova
posição, o Return to Back. Ela ficou horrorizada. Pensou que aquilo era
um sonho.
Ele gozou depois de faze-la gozar mais duas vezes.
Ela ficou chocada. Como um velho de 60 anos consegue isso!
Descansaram-se uns vinte minutos. Ele foi ao banheiro e voltou já de pau duro.
Ela não acreditou, mas ele consegui trepar por mais algum tempo. E gozou longamente como um garoto de dezoito anos.
Ela não acreditava. Ficava pensando como poderia aquilo acontecer.
Até que seu Acácio ficou de pau duro de novo.
Ela não agüentou. Cansada perguntou:
_Seu Acácio o que é isso, o senhor é um cavalo na cama, como pode?
Ele respondeu:
_Simone,
meu pai morreu aos 95 anos e transou até os 82. meu avô morreu aos 98
anos e transou até os 84 anos. Eu só tenho 60 anos e hoje de manhã já
tomei meu viagra.
Ela cansada disse que não agüentava mais. E olhava pro pau dele duro.
Ele perguntou:
_ E agora o que faço de pau duro?
Simone respondeu:
_Pendura a toalha nele seu Acácio!
Ela lembrou de outra frase de Nietzsche:
“Hoje, um homem que busca o conhecimento poderia facilmente acreditar-se um deus que se torna animal”.