Ensaio sobre a obviedade
escrever assim, na raça. Essa estrada que não me larga, vasta e árdua. Os fios que tecem minha memória vaga, daquilo que ainda vai acontecer; sem medição de glória ou desgraça. Retórica suja e barata, a única coisa que por aqui se respeita (nem sempre) é a gramática, mas foda-se também, ela e todos os outros bons hábitos; chega um ponto que até a gengiva fica exposta e flácida.
Zera a reza, aposta até as cuecas noutra empreitada e vai tranquilamente, sem medo de cair a casa. É só por falar mesmo, assunto se caça, então também posso. Não me interessa saber sobre massa de ar climático, sou errante passageiro à espera da 2a.via e do terceiro ônibus que já me passa.
Notável. Frátria solamente tão sonhada, mas falta coragem de assumir-se psicopata, só por exterminar uma ou outra barata. Bate punheta pra fada que o sono invade. Ser um cavalo puro-sangue pra vampiro, mata. Aceitar a verdade sabendo que a maior certeza é o fracasso.
Qualquer semelhança com fatos reais, do tipo estereotipar um fim do que já não tem sentido, não será coincidência. É mero fato!