Edição 12

Barco de Lia no rio de Cora

Bárbara Lia

No escuro escrevo como quem
adora
teu olhar que o passado inteiro

descora.
Zero duplicado em infinito
ancora
- istmo - o oceano dos medos
deflora,
rasga em amor, imprime a tatuagem
canora.
Seres do Olimpo a ressuscitar
Pandora.
Amor - linha e linho - como Gil e
Flora.
Teu, meu corpo banhado em tesão na
aurora.
Teus, meus versos banhados no rio de
Cora.
(NOIR – ed. independente, 2.006)