Profissão esperteza
Os seios mais lindos que eu já vi! Dois melões suculentos! Tenho que abocanhá-los. É uma necessidade quase mortal. Nada mais importa. Preciso sentir o gosto! São enormes! Belos!
-Calma Rui. Verei o que posso fazer. Mas vai custar caro. Uns mil dólares.
-Pago o que for preciso.
-Ok. Eu volto a dar notícias.
Esperto e ardiloso, lá foi Roberto Tavares, advogado trambiqueiro, até a fazenda de Dona Cida, a dona dos famosos seios. Seu marido era o fazendeiro mais abastado da região, Ananias Barroso, de tradicional família de plantadores de batatas.
-Roberto! Que bons ventos o trazem? Entre. Eram amigos de longa data, quase parentes.
Ficou hospedado alguns dias e na véspera de sua partida, pôs o plano em prática. Entrou sorrateiro no quarto da mulher e colocou pó de mico no sutien que estava pindurado na porta do armário.No dia seguinte Seu Ananias acordou desesperado.
-Nunca vi doença assim. Ela coça os peitos desesperada, já estão em carne viva.
-Isso é Hepatite Varicelática de pele.
-Isso é grave?
-Não, se achar o remédio certo. Saliva de homem de meia idade virgem.
-Virgem? Minha Nossa Senhora! Valha-me Nosso Senhor!
-Calma. Eu conheço alguém assim.
-Conhece? Eu pago o que for preciso. Dinheiro não é problema.
E lá foi Roberto em busca do amigo.De volta e com tudo planejado, entraram na porteira da fazenda.
-Eis o amigo de que lhe falei, Rui Santos.
-Minha mulher ta lá no quarto. Vou mandar buscar um copo para colher a saliva.
-Não! Tem que ter contato com a língua.
-O que?
-Não se preocupe. Cochichou em seu ouvido: Ele é viado.
-Coitado! Imagino o sacrifício que fará. Pago em dobro.