Homem industrial
Jardins metálicos
estruturas industriais
que se espalham
na verde mata.
Homens que somam,
que se somam
na escuridão da noite
no clarão da aurora.
Corpos que vão
e vêm.
Passos trôpegos
passos cansados
passos apressados.
Homens que são homens
caminhando nas matas
entre máquinas
e flores natimortas.
Os olhares se cruzam,
se reconhecem,
num mesmo mundo,
numa mesma vida
vivida a só,
somente um
entre todos
e, nada além de um.
Os jardins florescem na primavera
e já é outono nestes nossos tempos.
As cinza dos dias nos vêm às mãos!