Edição 9

Lua nua

Natanael de Alencar

de Alencar Ela abaixou minhas cuecas até o chão. Como meus pêlos já estavam crescidos, foi difícil para ela. Qual seria sua intenção, ao abaixar-me as cuecas até o chão, sujo de históricas camisinhas meladas? Dei-lhe um chute. Pulei sobre seu enorme traseiro.

Rasguei com os dentes sua calcinha que tinha um rastro vermelho muito similar a uma pintura abstrata de Manabu Merd.........alguma coisa assim. Como era lua cheia e já estava transformado em lobisomem, aproveitei. Cuspi nas minhas patas e, deliciosamente, me aproximei de seu buraco.

Girei a toda rotação, para alargar o caminho. As veias do meu membro incharam vistosamente. Então, reparei que estava sem camisinha. Como pude me esquecer da camisinha? Um lobisomem moderno, sem camisinha, é um acinte. Todavia, todas estouravam. Tinha cada vez mais dificuldade em encontrá-las com o meu número.

Num instante, devorei um porco e peguei-lhe a tripa. Solucionei o problema da camisinha. Pedi a ela que me ajudasse, esticando as nádegas, a que eu enxergasse o objetivo. Ela não só fez isso, como enfiava um, dois, três, quatro, cinco, seis....seis não, cinco dedos, todos os cinco.

E ela ia colocando e gemendo, recolocando e novamente gritando. Aquilo deixou-me doido. Quando estava pegando fogo, o orifício dela como um lança-chamas, transformei o meu palhaço em engolidor de fogo. Quando sua bunda encostou em minha barriga, estourou o seu anel e quase que mergulho dentro dela.

Mas tenho problemas de pressão a profundidades máximas. A dor que eu observava me fazia possuidor de um prazer sádico. Então, parei dentro dela durante duas horas. Me fodi, pois, fiquei colado. E ela pulava, pulava tanto, que aumentava o gozo de nós dois.

Um engraçadinho que nos filmava jogou-nos água fria. E descolou? Descolou. Fomos reduzidos a um par de cães vira-latas. Iara foi embora, tontinha da silva. E a manhã, apontando, ia me despindo dos pêlos. Um garotinho acertou-me com um chumbinho. Ainda bem que não era prata.

Como a manhã já chegara e eu fôra reduzido a um almocreve, nada pude fazer senão prometer a mim mesmo comer-lhe a mãe na próxima lua cheia.